Vilões – Pt. 1
Caros, inalguro a nova seção Making Off, que servirá para colocar sobre os vilões, Npcs e histórias contadas por quem os criou: Nós! Isso mesmo, fiquem a vontade para postar também suas boas idéias e contribuições. Começo, pelo que estava faltando, os Vilões!
Saga Porto da Caveira
Kreelo
Com certeza a figura mais emblemática da saga. Um NPC já existente no cenário que resolvi colocar para dar um sabor mais Eberron na aventura. Vilão por excelência, o changeling era o inimigo público número um de Fairhaven e líder da guilda Porto da Caveira.
Histórico
A organização criminosa foi a porta de entrada de Kreelo na cidade. Na época o líder era um Anão cruel e temido. Rapidamente o Chageling tornou-se o maior expoente da nova geração da Guilda, chamando atenção do então líder, chegando ao posto de segundo em comando.
Kreelo ficou conhecido por seu carisma. Tratava os outros membros como amigos e irmãos, tendo em especial uma relação de amizade muito profunda com o jovem Alex. Com a prisão do Anão, Kreelo assumiu o comando, reconfigurou a guilda e passou a desenvolver suas atividades criminosas com o intuito do enriquecer e sair da cidade.
Desenvolvimento
A idéia não era que ele fosse uma Crime Mastermind, mas um cara de ação, por isso ser um NPC poderoso em questão de ficha. Um cara que vendia seus serviços a quem quer que estivesse interessado em resolver as coisas de maneira ilegal. Tudo que ele queria era pegar uma grana e sair da cidade para sempre, viver tranqüilo em algum lugar do interior, e estava bem perto disso quando seus planos foram arruinados pela Rosa dos Ventos. Isso o deixou com um conflito pessoal com os aventureiros.
No fim acho que ficou um Vilão bem simples, porém muito bacana, marcante e apto a retornos para vinganças. Me lembra muito aqueles vilões de quadrinhos da marvel. Sem profundidade, porém foda.
Tenente Coronel Ir’Levian
Momento conflito moral da história. Ele sim era para ser o grande gargamel, mas o seu tom demasiado humanizado e dramático tirava agente de Eberron e colocava em um lugar comum das minhas aventuras.
Histórico
Esse cara não tinha uma história muito bem definida além do básico: Herói de guerra, alto posto do exército, pai de família, conservador e que ama seu país. O único diferencial é que durante a guerra ele conheceu outra fé: A chama sagrada. Em eterno conflito por ser fiel a uma crença proibida em sua cidade natal. Acabou conhecendo Kreelo em suas idas a igreja abandonada, aonde forjaram uma aliança baseada na fé (Kreelo o enganou como um fiel da chama). Graças a essa amizade Ir”Levian passou a desviar dinheiro do exército para financiar os planos de Kreelo, e até introduziu sua própria filha à guilda. Finalmente em desgraça, com a Rosa dos Ventos destruindo todos os planos, o Tenente Coronel não suportou e suicidou-se na igreja.
Desenvolvimento
Ficou com a função de filho da puta que se revela na parte final, como aquele cara de dentro que estava ajudando o tempo todo. Fora isso, não foi importante para o desenvolvimento da história e nem foi tão marcante, mas proporcionou um dos raros momentos em que um player iniciante como o Eraser mostra uma interpretação muito acima da média. Uma curiosidade que na época ninguém percebeu é que ele e o delegado Adriani são primos distantes, ambos Ir’Levian.
Sabrina Ir’ Levian
Garota que a primeira vista parece problemática, mas se revela mentirosa e manipuladora como toda boa personagem mulher deveria ser.
Histórico
Há uma grande diferença entre a história real e a que ela conta. A verdade é que sempre fora criado com muito carinho e mimo por seu pai até que floresce a amizade com Kreelo. Como prova de confiança o Tenente Coronel introduz sua filha como membro da guilda. Lá ela aproveita de sua condição de “coitadinha” e começa a manipular o restante dos membros, principalmente Alex, que fica extremamente apaixonado por ela e sua falsa história de garota rebelde. Segundo a anedota, ela estava fugindo da autoridade do pai, e só fazia estes serviços para conseguir dinheiro e fugir do país com seu grande amor.
Desenvolvimento
Ela serviu para os momentos de skill social, e proporcionou também todo o conteúdo de filhadaputagem que os vilões precisam ter, chegando a trair o próprio pai e irmãos de guilda para salvar a própria pele. Enganou a todos com sua historinha bastante plausível, colocando Alex em maus lençóis e conseguindo finalmente fugir. Ela tem tudo para voltar um dia com uma vingança diabólica! (hehehehe)
Então?…
BLAM!
O Impacto da palma do delegado acorda Destir de seu rápido cochilo.
- Me diga então, o motivo do assassinato garoto.
- Já disse a você delegado, existe algo errado aqui. – Juriani repetiu pela quarta ou quinta vez naquela noite.
Destir já havia desistido. Nem mesmo ele tinha certeza de como tudo acontecera. “3 da manhã… e eu aqui… amanhã o trabalho vai ser duro…”. O sono parecia contagioso. Lionel estava dando o máximo de si para manter os olhos abertos.
- Ahá! – O grito de Keran trouxe novamente Destir e Lionel de volta para a mesa. A sua frente estava o sabre do duelista, no qual ele conduzia um teste para tentar encontrar algum resíduo incomum. – Pó de Lótus. – Concluiu Keran. – Um veneno letal, não é muito fácil encontrar um desses na cidade.
- Muito bem, está satisfeito Orien? – O delegado se dirigia a Juriani – Está aí o fato estranho. Como se faz para comprar esse veneno Halfling?
- Mercado Negro – Respondeu Keran – Por um preço bem alto.
- Ligação com o mercado negro. – Umbreoni Balbuciou enquanto anotava tudo em seu bloco.
- Onde você encontrou isso garoto? – O delegado estava de novo com o sorriso de vitória.
- Delegado… – Começou Destir. – Eu faço bicos no bairro dos Shifters para poder me sustentar… como encontraria tempo e dinheiro para comprar o veneno?
O Delegado estava perdendo a paciência.
- Meu deus! Quase me esqueci! – Lionel pula da própria cadeira, jogando o pacote que segurava com ele. O pano negro se desenrolou exibindo a bela adaga prateada.
- Não toque! – alertou Keran para o delegado que já estendia sua mão para verificar a pista. Após colocar as luvas o halfling tomou a arma em mãos e a estudou. – Aqui… – Mostrou ele para o detalhe no punho da adaga. Um rolo de papel e um pouco de pó cairam quando o Halfing abriu o compartimento do artefato. – Pó de Lótus…
Todos, menos Umbreoni e Keran, se afastam da mesa com medo do pó.
Abrindo com cuidado o rolo de papel Keran lê as palavras em bonita caligrafia que revelam ser nomes, mais propriamente nomes da família Orien. Ao ouvir isso Juriani toma o papel das mãos do Alquimista e vê 6 nomes, dois já riscados… o segundo, o homem que havia sido morto na taverna.
- Onde você encontrou isto? – Perguntou o Orien para o Cavaleiro com um tom de asco por estar falando com um Shifter.
- Perto da Taverna, uma garota que persegui desde a própria taverna deixou para trás. – Respondeu Lionel não muito simpático.
- Precisamos encontrar essa garota. – Gritou Destir levantando-se. Precisava se vingar. Não pela acusação, mas sim por seu novo amigo.
- Você se acalme, ainda não pode ser considerado livre de acusações – O Delegado se sentava cansado. – De manhã Umbreoni, vá com o Shifter para o local onde ele encontrou a arma.
- Sim senhor.
Amanhece na cidade de Fairhaven.
By: Marujo
Justiça?
O Cavaleiro corre para onde estava a garota, assustado com o que acabara de ver. Muitas pessoas usam magia hoje em dia, mas desaparecer daquele jeito não era algo comum. Lionel examina o manto que havia ficado para trás e descobre preso nele uma adaga, uma peça bem trabalhada de prata. Tinha que voltar para a taverna e averiguar o que havia ocorrido.
A Porta se abriu violentamente, aqueles que estavam no grande salão da taverna conteram seus insultos por um momento.
Adriani o Inspetor de polícia entrou pela porta olhando ao seu redor. “Mais um duelo” – Pensou com ele mesmo.
Logo atrás vinha o grande corpo metálico de Umbreoni, se dirigindo-se para a multidão ele escolhe uma testemunha. “O que exatamente houve aqui?” – Falou sem expressão como o de costume. Os sentimentos ou pelo menos o conceito deles imbuídos nos Warforged os tornavam estranhos, pode se dizer também, inquietantes.
A testemunha começava a dar seu parecer quando as muitas pessoas ali presentes se atropelavam para também dar seu ponto de vista. E na parede, contido pelo povo furioso estava Destir assustado.
“Seus documentos por favor.” – Pediu o Warforged. “Hm… Destir Kimble. Changeling, vindo de Sharn.” – Completou após ler os documentos.
“Tinha que ser um forasteiro mesmo!” – “Esses caras que invadem nossa cidade para causar confusão!” – “Mandem ele de volta!” – “Matem ele!” – “MATEM ELE!” – Gritavam todos.
“Os documentos estão em ordem, o passaporte dele está limpo.” – Disse Umbreoni para o chefe.
Ao que Destir tomava sua verdadeira forma, o face jovial agora dava lugar para uma face cinzenta comum aos changelings, o cabelo fino e ralo caia até seus ombros, os olhos esbranquiçados e profundos olhava de um lado para o outro confuso sem saber o que fazer.
“Vamos levar ele pra cana.” – O Chefe já vinha com as algemas quando o favorito aparece se espremendo no meio da multidão – “Espere.” – O chefe olhou curioso.
“Existe algo estranho aqui. Esse garoto não é culpado.”
Quando Juriani – o Favorito, ia falar suas suposições o barulho de armadura o interrompe, a atenção geral é voltada para a porta onde a face leonina do cavaleiro olhava desconcertado para tanta gente que o encarava. Em suas mãos estava o manto da garota. Na armadura estava o símbolo real de Aundair. “Tenente do 43º Esquadrão. Lionel Roar.”
“Chega, o horário do atendimento já acabou. Todos pra fora!” – Enxotava o Halfling querendo fechar as portas. Sua companheira e sócia da taverna não estava nem um pouco feliz com aquela confusão.
“Muito bem. Parece que temos uma investigação aqui Umbreoni. Pegue as testemunhas e vamos pra delegacia. A noite vai ser longa…” – Disse o chefe de polícia enquanto pegava um copo cheio em uma das mesas afastadas e saía novamente para a noite de Fairhaven.
Minutos depois. Na delegacia. O Chefe de polícia olhava atentamente para cada uma das quatro faces das testemunhas, sentado ao seu lado estava Umbreoni com seu bloco de anotações pronto para anotar tudo o que seria dito naquela sala.
O Duelista. Destir sentado na outra ponta da mesa olhando para baixo – “Essa não é uma das minhas melhores noites..” – Falava consigo mesmo.
O Favorito. Juriani em silêncio tentava compreender a sua peça do quebra cabeça que aquela noite havia se tornado.
O Cavaleiro. Lionel esperava segurando a pista em suas mãos. Parecia que encontrara o desafio que procurava.
E por último. O Alquimista. Keran, estava lá pois Suva havia obrigado a dar seu parecer e tirar qualquer suspeita que poderia vir a cair sobre a taverna.
De certo modo, aquela reunião não parecia comum…
Mal sabiam eles que aquela seria a primeira de muitas vezes que se sentariam lado a lado.
By: Marujo.
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Nota do Autor: Desculpem pela demora do post! ;P