Vilões – Pt. 5
Continuando a série de making offs, pularei a saga do “Retorno do Kreelo”, afinal, nada de vilões repetidos aqui. Tirando as sessões em que ficamos somente com aquela que foi a última saga antes do grande bolo de histórias que é o fim: A Saga dos Estrangeiros.
Esta foi uma saga bastante emocionante, pois trouxe vilões emblemáticos e situações adversas que desafiavam não só as capacidades físicas do personagem, mas sua moral e perspicácia. Bom, vamos ao que interessa (do menos importante para o mais):
Tieni, o Dark Lantern (Halfling Rougue 9)
O menos chamativo dos vilões. Primeiro por que ele só apareceu como um dos desafios de combate, mas a verdade está pouco longe disso. Ele já havia aparecido em um teaser, aonde invadia a casa Orien, lutava com Juriani, envenenando o pobre Royal Eye. Também havia aparecido nas rolagens particulares com Marian.
Ele era um agente da coroa de Breeland há muitos anos, que fora infiltrado ainda durante a guerra em Aundair para conseguir informações táticas, como parte do disfarce, casou-se com uma Halfling de Fairhaven e teve dois filhos. O problema é que ele passou a gostar muito dessa “família” e estava com o coração extremamente dividido, o que fazia dele um agente de risco. Entre decidir por sua família e seu juramento para com a nação, ele preferiu a morte, voluntariando-se a ser a isca do plano.
Tirah, the Shark (Female Elf Ranger 9)
Mais uma NPC que aparece no livro. Tirah era uma meia-elfa que comandava a guilda de piratas fluviais de Fairhaven. Nada entrava ou saia das docas da cidade sem que ela soubesse, e tributasse. É uma mercenária por excelência, o que fazia dela a pessoa perfeita para o trabalho, além de incorporar um ar diferenciado para os vilões, afinal, ela não era a maldade em pessoa (a tendência dela era neutra), era só uma fora da lei que vivia sua vida perigosamente em busca de fortuna. Como todo pirata.
Acabou proporcionando um bom combate com bastante expectativa, mas pouco resultado, interessante para dar à aventura aquele ar de “Poxa, como ficamos fortes”. Eu gostei bastante dela. Hoje em dia, está na prisão, vizinha de cela de tanta gente boa que adora a Rosa dos Ventos.
Senhor Elite da Cidadela (Male Human Figter 4/Rougue 8/ Elite of the Citatel 3 ECL 15)
Este ficou interessante. Era a mente por traz de todo o plano, mas devido a falta de surpresa, não julgo-o como principal vilão. Estava em Aundair há muitos anos coordenando a célula Dark Lantern local. E estava farto disso. Finalmente tinha a chance de completar uma missão e voltar para casa. Era só pegar a Red Owl e fugir. Ele não economizaria recursos nessa empreitada, tanto que armou um grande esquema para aprisionar a Rosa dos Ventos.
Era um desafio imbatível para a Rosa dos Ventos no quesito combate, mas mesmo assim sofreu um bocado nas mãos de Juriani. Era apenas um cara de flavor. Estava lá para mostrar o quão importante para Breeland era esta missão. Foi um bom vilão, arrogante, prepotente e vitima de seus próprios defeitos.
Flavius Britus D’ Cainith (Male Human Wizzard 9/ Wand Adept 3 ECL 12)
Aqui começa nossos “amigos ocultos”. Flavius Britus surgiu como o mestre de Ilforte, sempre distante, que nunca fazia nada com o Aluno. No mínimo suspeito. Caminhou toda Khorvaire mostrando o mundo para Ilforte, porém, a verdade é que estava sempre realizando missões para os Dark Lantern. Depois de alguns anos, conseguiu afiliação nos Royal Eyes devido a algumas informações passadas como agente duplo. O problema é que sua lealdade sempre esteve com a casa. Fazia um jogo arriscado, dando aos Cainith informações bomba. Ele acordava todo dia sabendo que poderia ser o último. Mas valeria a pena.
Quando finalmente chegou à Fairhaven, tratou de ocupar seu discípulo inserindo-o em um grupo de aventureiro local e começou a planejar o atentado terrorista. Tinha recursos de Breeland, Material da Casa e informações dos Royal Eyes. Não tinha como falhar. O grande porém foi a chegada de Red Owl, que obrigou toda a força Dark Lantern da cidade a se unir para pega-la. Ele deveria escapar dessa assim que tudo tivesse acabado e continuar planejando o atentado, mas não contava com o poder da Rosa dos Ventos.
Ficou um vilão muito bom devido a seu elemento surpresa, e principalmente devido à historia que desencadeou-se com Ilforte. O combate contra ele foi meio fácil, e simples, mas era para ser algo bem cosmético mesmo. Ele era somente a ponta do Ice Berg do que seria chamado de “A noite da traição”.
Marian Tiazin (Vocês conhecem a ficha)
Finalmente o prato principal da saga. Me lembro que quando o Eraser veio e disse “Quero montar um Dark Lantern. Mas não só isso, quero que ele seja Evil e que esteja lá para fuder o grupo e virar vilão no final. Talvez se arrepender ou ser pego” eu pensei “Poxa, o Eraser está realmente sacando o espírito RPGístico da coisa”.
Marian era um grande filho da puta. Fez seu irmão acreditar que havia desistido de “Tudo” para salvar sua pele da forca, ter todo o lance de remorso, quando na verdade, só queria se aproximar para tirar as informações sobre os Swords of Liberty e mata-lo logo em seguida. Participou de grandes aventuras da Rosa dos Ventos e sempre fez questões de deixar nós sem ponta que denunciavam sua natureza (matar o guarda, ou uns sneak (death) ataque estranho). Ele era o câncer dentro da Rosa que estava destruindo as relações das pessoas.
Foi o encarregado por todo o plano para capturar a Red Owl, e desabilitar parte da Rosa dos Ventos. Ele só não contava que mesmo assim os aventureiros seriam capazes de coisas contra a lógica e o destino. Ele não contava que enfrentaria Heróis.
A cara das pessoas quando o Eraser disse “Death Attack no Max” valeu todo o esforço de criação e ocultação dessa criatura das trevas, principalmente com sua bem sucedida fuga, o que rendeu ótimos momentos futuros e a sensação de vingança.