Vilões – Pt. 4
O caso das dragonshards
Enfim tomei coragem para escrever o making off desta, que foi a saga mais densa e complexa da primeira fase da aventura. Ela foi o clímax, um fim parcial para a história. Foi o caso que consagrou a Rosa dos Ventos como heróis, garantindo aos aventureiros a chave da cidade, reconhecimento, os bônus com as pessoas comuns de Fairhaven, notoriedade entre os Royal Eyes e a Coroa, além de a realização de diversos plots pessoais.
A saga tinha um elemento bastante facilitador em sua construção que era a presença do Jin (personagem do Tonto), afinal, ele quem apareceu como contratante para recuperar a máquina, o que ajudava muito na resolução dos problemas de continuidade que toda grande saga tem.
As seis aventuras que seguiram essa Storyline foram cheias de combates épicos (como 50 zumbis) e momentos emocionantes, mas com certeza o que mais marcou foi a presença de vilões poderosos, interessantes e recorrentes. Por isso, vamos à eles:
Artyuli, o corcunda (Male Vampire Wizzard 7 ECL 11),.
O primeiro dos quatro chefes. Natural de Cyre, o jovem prodígio passou grande parte de sua vida estudando magia em Aundair. Seu amor por ambos os países impediu que ele participasse ativamente na guerra, o que acabou lhe custando uma vida conflituosa entre os preconceituosos Aundarianos. Quando se deu o Day of Mourning, ficou muito abalado. Tinha amigos em Metrol, bem como pais e irmãos. Acreditava que a magia existia para reparar os erros dos homens, e seguindo isso à risca, embrenhou-se na “Terra do Lamento” em busca de uma forma de curar a mácula de sua terra. Porém, tudo que conseguiu foi um grande abalo em sua sanidade e uma porção de deformidades físicas que o transformaram em um monstro.
De volta à Aundair, sua deformidade tirou tudo dele. Sua esposa o abandonou, sua jovem filha tinha medo dele e os colegas da ordem o expulsaram. Passou a viver como um mendigo em Fairhaven, habitando porões de casas abandonadas, rondando sua antiga família, implorando por afeto. Doronan havia conhecido a reputação do mago em Arcanix, e agora, na posição frágil que estava, seria fácil manipula-lo. Prometeu-lhe uma vida normal e tratou-o como um amigo. O militar conquistou assim um poderoso aliado. Fora ele que Doronan mandou para assassinar os outros Changelings e roubar as Shards.
Foi deveras bem sucedido na primeira metade dos assassinatos, mas revoltou-se contra Doronan que eliminou-o logo que conseguiu poder o bastante para liberar a guardiã da máquina. Porém, como fora assassinado ao lado do artefato, transformou-se em um Vampiro. Revoltado por nem a morte ser-lhe entregue, ficou no porão, aguardando uma forma de se destruir, mas não sem liberar as informações necessárias para vingar-se de Doranan.
Um vilão bastante interessante, apesar de ser somente um pequeno pedaço da grande história. Eu gostei dele, mas acho que poderia ter aparecido por mais tempo, ou pelo menos ter contado sua história, mas foi muito legal a batalha com ele. E assustadora!
Elerethiel, a sombra (Drow Spectre Wizzard 9 ECL 14).
A segunda dos quatro chefes. Elerethiel era uma drow que viveu em Xendri’k muitos séculos atrás. Era a líder artífice de seu povo, e sua missão era manipular a Máquina junto com seus asseclas. Foi ela que confeccionou as Shards, retiradas do próprio Coração de Khyber. Quando tudo estava pronto, recebeu aquela que seria a missão de sua vida. Ao norte, os humanos de Khorvaire começavam a colonizar a ponta de Xendri’k que mais tarde seria conhecida como Stormreach. Os drows queriam os invasores fora dali, e para isso, usariam a máquina.
Lá foi ela junto com seus comparsas porém, foi traída por eles, que a entregaram junto com o artefato. Os humanos a seqüestraram juntamente com sua família, a obrigando a usar a máquina contra seu próprio povo. E assim ela o fez, garantindo o futuro de Stormreach. Sem conseguir suportar a dor, subiu ao pico mais alto e se suicidou. Mais uma vez a máquina usou de seus sortilégios e transformou-a em um fantasma, condenado a assombrar e guardar o artefato. Seu primeiro ato foi caçar seus antigos comparsas, fazendo deles outros três escravos da máquina.
Essa sim foi uma vilã que realmente deixou nossos aventureiros com medo. O efeito cosmético das coisas apodrecendo era fenomenal. Além do fato de ela se dividir em muitos aspectos. Mas o mais interessante foi ela ter matado o Ilforte e feito dele um de seus asseclas. Uma vilã de arrepiar por seu poder muito acima da média e por ter características que limitavam o a força de fogo de todos os aventureiros.
Com ela sim foi possível mostrar toda história, além de ter aparecido em três ocasiões antes de ser derrotada, fazendo os players terem pesadelos com aquele gritinho insuportável que ela emitia. Para mim, o símbolo dessa saga.
Kalmiran, o cavaleiro da morte (Male Death Knight Black Guard 10).
O terceiro chefe era o mais difícil. Não por seu poder de fogo, mas por causa dos seus 58 minions. Sua história era bem simples e parca. Ele simplesmente era o braço direito de Doronan. Apoiava o capitão e adorava o poder que estava ganhando com isso a ponto de vender sua vida em troca de mais força. Ele ficou como segurança para a fuga de Doronan com a máquina depois que ele foi à Eldeen Reaches e criou seu exército de Zumbis. Kalmiran era peça central para que o plano desse certo, pois seria o meio da a destruição dos Warden of the Woods, garantindo à Aundair uma vitória injusta e suja sobre Eldeen Reaches.
O combate dele foi o mais legal da saga, se não o melhor de toda a campanha. Super estratégico, bacana, divertido e com cenas épicas de dar inveja. Mas o mais bacana dele é que ele continuou “vivo” depois que os players se foram, bem como metade dos Zumbis. Esse cara deve estar gerando bastante problema para os Druidas da floresta.
Doronan, o filho-da-puta (Male Human Fighter 12).
O grande chefe. Ele era a mastermind por traz de todo o plot. Tinha um plano simples que envolvia duas coisas muito boas: 1 – Eliminar os malditos Shifters que ele tanto odiava; 2 – Recuperar Eldeen Reaches. E de quebra, conseguiria uma promoção junto ao Lord Darro, chefe dos Phanton Knights que adoraria ter Eldeen de volta.
O combate com ele praticamente não aconteceu, pois era muito mais um Skill Chalenge com um saborzinho temático, mas valeu pela interpretação do Lyonel revoltado com a corrupção do exército e das raízes de seu país.
Enfim, foi tudo que a saga anterior não teve de vilões memoráveis, esta teve. Gostei muito desta parte, pois ela deu o sabor de como seria o grande plot final de Aundarian Nights, que no âmago é bastante parecido, porém com a temática da profecia no fundo.