Vilões – Pt. 3
O caso dos Thornton
A terceira saga de nossa aventura foi a mais diferente. Primeiro por que ela era completamente off para cenas de ação. Preferi montar uma aventura de mistérios e intrigas, com reviravoltas. Para isso apelei para o Clichê assassinato de uma pessoa rica e influente com alguém culpado injustamente.
A diferença para a maioria dos enredos de detetive é que em D&d existe magia, o que permite coisas ainda mais engenhosas tanto para bolar crimes como para desvendá-los.
Os vilões tiveram bem menos impacto nessa saga, pois como toda história de detetive, só se revelam no final. Aqui seguem eles.
Barão Thornton
Ele era o marido da baronesa assassinada e o culpado legal pelo crime. As investigações da polícia levaram rapidamente a prisão do barão, afinal, ele tinha motivos, tinha como e ele realmente havia executado o assassinato, só que dominado. Era um homem amargo, triste e cheio da grana. Já não fazia tanta questão de estar livre, afinal, fazia tanto sentido que ele fosse o culpado que já estava quase achando que tinha surtado e cometido o crime.
Pode ser considerado um vilão pois era um entrave para a resolução da aventura. Ele não se ajudava. Ficou um personagem interessante, apesar de, como a quest toda, clichê.
A camareira louca
Essa sim ficou uma personagem muito boa. Interpretação difícil, mas valeu a pena a cara dos players confusos com as coisas que ela falava. A chave do mistério todo era ela, e vocês resolveram de maneira bastante rápida quando perceberam isso. Gostei muito dela e principalmente da cena em si. Parecia algo bem surreal e aéreo. Atualmente ela deve ser vizinha de confinamento do Kreelo. Hehe.
O Filho Bastardo
Esse era o principal armador de toda a coisa. Depois de entregado pelos veteranos do boteco sujo, ficou fácil encontrá-lo e derrotá-lo. Foi responsável pela única real cena de ação da saga. Era filho da Governanta com o Barão Thornton. Com a morte da baronesa e a prisão e condenação à forca do Barão, seria o único herdeiro legítimo a toda a fortuna. Um golpe bastante clichê em romances de detetive. Apareceu tão pouco que o único traço que lembro era sua covardia.
A Governanta
Essa sim era a principal vilã, cérebro por traz de toda a operação. Tudo começou com a inveja. Odiava a Baronesa por sua beleza, elegância e status. Odiava a tal ponto que seduziu o barão somente para sentir-se enganando a bela mulher. Algo como “você é tão linda e elegante, mas é comigo que ele vem ter prazer na cama”. Tamanha amargura em sua vida levou-a a uma conclusão lógica: Cultuar o Dragon Below.
Ganhou muito com os pactos demoníacos (sim, ela era uma Warlock), e pode colocar seu plano em prática. Em pouco tempo ELA seria a Baronesa de Thornthon, e poderia exbir-se em belos vestidos e caras jóias.
Para continuar o clichê, ela apareceu no começo da aventura e depois só no final, e como eu disse: SEMPRE É O MORDOMO! Hehehe. Uma vilã medíocre que foi derrotada pelo Ryuuit, afinal, era um duelo de honra dele.
Engraçado como nesta quest ninguém tinha nomes… ahahah interessante. Personagens que são pelo que eles fizeram. Gostei bastante da saga, mas mesmo assim considero-a a mais fraquinha e menos memorável de Aundarian Nights.