Vilões – Pt. 5

Julho 21, 2008 at 7:37 pm (Making Off)

Continuando a série de making offs, pularei a saga do “Retorno do Kreelo”, afinal, nada de vilões repetidos aqui. Tirando as sessões em que ficamos somente com aquela que foi a última saga antes do grande bolo de histórias que é o fim: A Saga dos Estrangeiros.

Esta foi uma saga bastante emocionante, pois trouxe vilões emblemáticos e situações adversas que desafiavam não só as capacidades físicas do personagem, mas sua moral e perspicácia. Bom, vamos ao que interessa (do menos importante para o mais):

Tieni, o Dark Lantern (Halfling Rougue 9)

O menos chamativo dos vilões. Primeiro por que ele só apareceu como um dos desafios de combate, mas a verdade está pouco longe disso. Ele já havia aparecido em um teaser, aonde invadia a casa Orien, lutava com Juriani, envenenando o pobre Royal Eye. Também havia aparecido nas rolagens particulares com Marian.

Ele era um agente da coroa de Breeland há muitos anos, que fora infiltrado ainda durante a guerra em Aundair para conseguir informações táticas, como parte do disfarce, casou-se com uma Halfling de Fairhaven e teve dois filhos. O problema é que ele passou a gostar muito dessa “família” e estava com o coração extremamente dividido, o que fazia dele um agente de risco. Entre decidir por sua família e seu juramento para com a nação, ele preferiu a morte, voluntariando-se a ser a isca do plano.

Tirah, the Shark (Female Elf Ranger 9)

Mais uma NPC que aparece no livro. Tirah era uma meia-elfa que comandava a guilda de piratas fluviais de Fairhaven. Nada entrava ou saia das docas da cidade sem que ela soubesse, e tributasse. É uma mercenária por excelência, o que fazia dela a pessoa perfeita para o trabalho, além de incorporar um ar diferenciado para os vilões, afinal, ela não era a maldade em pessoa (a tendência dela era neutra), era só uma fora da lei que vivia sua vida perigosamente em busca de fortuna. Como todo pirata.

Acabou proporcionando um bom combate com bastante expectativa, mas pouco resultado, interessante para dar à aventura aquele ar de “Poxa, como ficamos fortes”. Eu gostei bastante dela. Hoje em dia, está na prisão, vizinha de cela de tanta gente boa que adora a Rosa dos Ventos.

Senhor Elite da Cidadela (Male Human Figter 4/Rougue 8/ Elite of the Citatel 3 ECL 15)

Este ficou interessante. Era a mente por traz de todo o plano, mas devido a falta de surpresa, não julgo-o como principal vilão. Estava em Aundair há muitos anos coordenando a célula Dark Lantern local. E estava farto disso. Finalmente tinha a chance de completar uma missão e voltar para casa. Era só pegar a Red Owl e fugir. Ele não economizaria recursos nessa empreitada, tanto que armou um grande esquema para aprisionar a Rosa dos Ventos.

Era um desafio imbatível para a Rosa dos Ventos no quesito combate, mas mesmo assim sofreu um bocado nas mãos de Juriani. Era apenas um cara de flavor. Estava lá para mostrar o quão importante para Breeland era esta missão. Foi um bom vilão, arrogante, prepotente e vitima de seus próprios defeitos.

Flavius Britus D’ Cainith (Male Human Wizzard 9/ Wand Adept 3 ECL 12)

Aqui começa nossos “amigos ocultos”. Flavius Britus surgiu como o mestre de Ilforte, sempre distante, que nunca fazia nada com o Aluno. No mínimo suspeito. Caminhou toda Khorvaire mostrando o mundo para Ilforte, porém, a verdade é que estava sempre realizando missões para os Dark Lantern. Depois de alguns anos, conseguiu afiliação nos Royal Eyes devido a algumas informações passadas como agente duplo. O problema é que sua lealdade sempre esteve com a casa. Fazia um jogo arriscado, dando aos Cainith informações bomba. Ele acordava todo dia sabendo que poderia ser o último. Mas valeria a pena.

Quando finalmente chegou à Fairhaven, tratou de ocupar seu discípulo inserindo-o em um grupo de aventureiro local e começou a planejar o atentado terrorista. Tinha recursos de Breeland, Material da Casa e informações dos Royal Eyes. Não tinha como falhar. O grande porém foi a chegada de Red Owl, que obrigou toda a força Dark Lantern da cidade a se unir para pega-la. Ele deveria escapar dessa assim que tudo tivesse acabado e continuar planejando o atentado, mas não contava com o poder da Rosa dos Ventos.

Ficou um vilão muito bom devido a seu elemento surpresa, e principalmente devido à historia que desencadeou-se com Ilforte. O combate contra ele foi meio fácil, e simples, mas era para ser algo bem cosmético mesmo. Ele era somente a ponta do Ice Berg do que seria chamado de “A noite da traição”.

Marian Tiazin (Vocês conhecem a ficha)

Finalmente o prato principal da saga. Me lembro que quando o Eraser veio e disse “Quero montar um Dark Lantern. Mas não só isso, quero que ele seja Evil e que esteja lá para fuder o grupo e virar vilão no final. Talvez se arrepender ou ser pego” eu pensei “Poxa, o Eraser está realmente sacando o espírito RPGístico da coisa”.

Marian era um grande filho da puta. Fez seu irmão acreditar que havia desistido de “Tudo” para salvar sua pele da forca, ter todo o lance de remorso, quando na verdade, só queria se aproximar para tirar as informações sobre os Swords of Liberty e mata-lo logo em seguida. Participou de grandes aventuras da Rosa dos Ventos e sempre fez questões de deixar nós sem ponta que denunciavam sua natureza (matar o guarda, ou uns sneak (death) ataque estranho). Ele era o câncer dentro da Rosa que estava destruindo as relações das pessoas.

Foi o encarregado por todo o plano para capturar a Red Owl, e desabilitar parte da Rosa dos Ventos. Ele só não contava que mesmo assim os aventureiros seriam capazes de coisas contra a lógica e o destino. Ele não contava que enfrentaria Heróis.

A cara das pessoas quando o Eraser disse “Death Attack no Max” valeu todo o esforço de criação e ocultação dessa criatura das trevas, principalmente com sua bem sucedida fuga, o que rendeu ótimos momentos futuros e a sensação de vingança.

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Vilões – Pt. 4

Julho 14, 2008 at 10:36 pm (Making Off)

O caso das dragonshards

Enfim tomei coragem para escrever o making off desta, que foi a saga mais densa e complexa da primeira fase da aventura. Ela foi o clímax, um fim parcial para a história. Foi o caso que consagrou a Rosa dos Ventos como heróis, garantindo aos aventureiros a chave da cidade, reconhecimento, os bônus com as pessoas comuns de Fairhaven, notoriedade entre os Royal Eyes e a Coroa, além de a realização de diversos plots pessoais.

A saga tinha um elemento bastante facilitador em sua construção que era a presença do Jin (personagem do Tonto), afinal, ele quem apareceu como contratante para recuperar a máquina, o que ajudava muito na resolução dos problemas de continuidade que toda grande saga tem.

As seis aventuras que seguiram essa Storyline foram cheias de combates épicos (como 50 zumbis) e momentos emocionantes, mas com certeza o que mais marcou foi a presença de vilões poderosos, interessantes e recorrentes. Por isso, vamos à eles:

Artyuli, o corcunda (Male Vampire Wizzard 7 ECL 11),.

O primeiro dos quatro chefes. Natural de Cyre, o jovem prodígio passou grande parte de sua vida estudando magia em Aundair. Seu amor por ambos os países impediu que ele participasse ativamente na guerra, o que acabou lhe custando uma vida conflituosa entre os preconceituosos Aundarianos. Quando se deu o Day of Mourning, ficou muito abalado. Tinha amigos em Metrol, bem como pais e irmãos. Acreditava que a magia existia para reparar os erros dos homens, e seguindo isso à risca, embrenhou-se na “Terra do Lamento” em busca de uma forma de curar a mácula de sua terra. Porém, tudo que conseguiu foi um grande abalo em sua sanidade e uma porção de deformidades físicas que o transformaram em um monstro.

De volta à Aundair, sua deformidade tirou tudo dele. Sua esposa o abandonou, sua jovem filha tinha medo dele e os colegas da ordem o expulsaram. Passou a viver como um mendigo em Fairhaven, habitando porões de casas abandonadas, rondando sua antiga família, implorando por afeto. Doronan havia conhecido a reputação do mago em Arcanix, e agora, na posição frágil que estava, seria fácil manipula-lo. Prometeu-lhe uma vida normal e tratou-o como um amigo. O militar conquistou assim um poderoso aliado. Fora ele que Doronan mandou para assassinar os outros Changelings e roubar as Shards.

Foi deveras bem sucedido na primeira metade dos assassinatos, mas revoltou-se contra Doronan que eliminou-o logo que conseguiu poder o bastante para liberar a guardiã da máquina. Porém, como fora assassinado ao lado do artefato, transformou-se em um Vampiro. Revoltado por nem a morte ser-lhe entregue, ficou no porão, aguardando uma forma de se destruir, mas não sem liberar as informações necessárias para vingar-se de Doranan.

Um vilão bastante interessante, apesar de ser somente um pequeno pedaço da grande história. Eu gostei dele, mas acho que poderia ter aparecido por mais tempo, ou pelo menos ter contado sua história, mas foi muito legal a batalha com ele. E assustadora!

Elerethiel, a sombra (Drow Spectre Wizzard 9 ECL 14).

A segunda dos quatro chefes. Elerethiel era uma drow que viveu em Xendri’k muitos séculos atrás. Era a líder artífice de seu povo, e sua missão era manipular a Máquina junto com seus asseclas. Foi ela que confeccionou as Shards, retiradas do próprio Coração de Khyber. Quando tudo estava pronto, recebeu aquela que seria a missão de sua vida. Ao norte, os humanos de Khorvaire começavam a colonizar a ponta de Xendri’k que mais tarde seria conhecida como Stormreach. Os drows queriam os invasores fora dali, e para isso, usariam a máquina.

Lá foi ela junto com seus comparsas porém, foi traída por eles, que a entregaram junto com o artefato. Os humanos a seqüestraram juntamente com sua família, a obrigando a usar a máquina contra seu próprio povo. E assim ela o fez, garantindo o futuro de Stormreach. Sem conseguir suportar a dor, subiu ao pico mais alto e se suicidou. Mais uma vez a máquina usou de seus sortilégios e transformou-a em um fantasma, condenado a assombrar e guardar o artefato. Seu primeiro ato foi caçar seus antigos comparsas, fazendo deles outros três escravos da máquina.

Essa sim foi uma vilã que realmente deixou nossos aventureiros com medo. O efeito cosmético das coisas apodrecendo era fenomenal. Além do fato de ela se dividir em muitos aspectos. Mas o mais interessante foi ela ter matado o Ilforte e feito dele um de seus asseclas. Uma vilã de arrepiar por seu poder muito acima da média e por ter características que limitavam o a força de fogo de todos os aventureiros.

Com ela sim foi possível mostrar toda história, além de ter aparecido em três ocasiões antes de ser derrotada, fazendo os players terem pesadelos com aquele gritinho insuportável que ela emitia. Para mim, o símbolo dessa saga.

Kalmiran, o cavaleiro da morte (Male Death Knight Black Guard 10).

O terceiro chefe era o mais difícil. Não por seu poder de fogo, mas por causa dos seus 58 minions. Sua história era bem simples e parca. Ele simplesmente era o braço direito de Doronan. Apoiava o capitão e adorava o poder que estava ganhando com isso a ponto de vender sua vida em troca de mais força. Ele ficou como segurança para a fuga de Doronan com a máquina depois que ele foi à Eldeen Reaches e criou seu exército de Zumbis. Kalmiran era peça central para que o plano desse certo, pois seria o meio da a destruição dos Warden of the Woods, garantindo à Aundair uma vitória injusta e suja sobre Eldeen Reaches.

O combate dele foi o mais legal da saga, se não o melhor de toda a campanha. Super estratégico, bacana, divertido e com cenas épicas de dar inveja. Mas o mais bacana dele é que ele continuou “vivo” depois que os players se foram, bem como metade dos Zumbis. Esse cara deve estar gerando bastante problema para os Druidas da floresta.

Doronan, o filho-da-puta (Male Human Fighter 12).

O grande chefe. Ele era a mastermind por traz de todo o plot. Tinha um plano simples que envolvia duas coisas muito boas: 1 – Eliminar os malditos Shifters que ele tanto odiava; 2 – Recuperar Eldeen Reaches. E de quebra, conseguiria uma promoção junto ao Lord Darro, chefe dos Phanton Knights que adoraria ter Eldeen de volta.

O combate com ele praticamente não aconteceu, pois era muito mais um Skill Chalenge com um saborzinho temático, mas valeu pela interpretação do Lyonel revoltado com a corrupção do exército e das raízes de seu país.

Enfim, foi tudo que a saga anterior não teve de vilões memoráveis, esta teve. Gostei muito desta parte, pois ela deu o sabor de como seria o grande plot final de Aundarian Nights, que no âmago é bastante parecido, porém com a temática da profecia no fundo.

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Julho 8, 2008 at 9:34 pm (Teasers)

Um gole.

Uma taça.

Um engasgo.

Tens compreensão de tudo o que me falas, querido?

Uma certeza.

Sim, minha senhora, daria minha honra, minha vida, minha alma e minha marca em garantia.

Mais uma taça.

Mais um gole.

Sua tez continuava pálida.

Se suas palavras são reais, temos muito a fazer, e sua sugestão em nada me agrada.

Creio que não há opção mais célere, Alteza.

Um suspiro.

Fadiga.

Um grande fardo.

Tenho muitos bons olhos sobre você, meu querido agente de confiança.

Silêncio.

Um brilho rápido.

Uma lâmina.

Pois bem, querido, tenho uma proposta a lhe fazer. Um pacto de sangue, um juramento secreto, lealdade total à minha pessoa e serás meu agente pessoal.

Silêncio.

Tensão.

Ânsia.

A lâmina pousou sobre as mãos do agente, sobre ela, o seu olhar.

Minha alteza, optaria por cortar minha garganta a praticar tal ato de traição.Dada minha máxima vênia, minha alteza, minha lealdade e vida são para com essa nação, seus símbolos e tudo o que esta terra representa. Por isso, minha alteza, tenhas certeza de quando vier a falecer, haverá olhos observando todo este território, e não apenas pequena parcela de seu túmulo. Espero que a senhora orgulhe-se disso.

Alívio.

Sorriso.

Palmas.

Meus parabéns, meu agente de elite, agora possui a autonomia que necessita para realizar seus atos. Considera aprovada sua requisição. Diligencie para com os Doze, e consiga essa absurda união.

Um sorriso.

Uma chance.

Me devolva a adaga, querido, e cuidado. Ela é muito venenosa.

Texto by: Tonto

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Vilões – Pt. 3

Julho 4, 2008 at 8:30 pm (Making Off)

O caso dos Thornton

A terceira saga de nossa aventura foi a mais diferente. Primeiro por que ela era completamente off para cenas de ação. Preferi montar uma aventura de mistérios e intrigas, com reviravoltas. Para isso apelei para o Clichê assassinato de uma pessoa rica e influente com alguém culpado injustamente.

A diferença para a maioria dos enredos de detetive é que em D&d existe magia, o que permite coisas ainda mais engenhosas tanto para bolar crimes como para desvendá-los.

Os vilões tiveram bem menos impacto nessa saga, pois como toda história de detetive, só se revelam no final. Aqui seguem eles.

Barão Thornton

Ele era o marido da baronesa assassinada e o culpado legal pelo crime. As investigações da polícia levaram rapidamente a prisão do barão, afinal, ele tinha motivos, tinha como e ele realmente havia executado o assassinato, só que dominado. Era um homem amargo, triste e cheio da grana. Já não fazia tanta questão de estar livre, afinal, fazia tanto sentido que ele fosse o culpado que já estava quase achando que tinha surtado e cometido o crime.

Pode ser considerado um vilão pois era um entrave para a resolução da aventura. Ele não se ajudava. Ficou um personagem interessante, apesar de, como a quest toda, clichê.

A camareira louca

Essa sim ficou uma personagem muito boa. Interpretação difícil, mas valeu a pena a cara dos players confusos com as coisas que ela falava. A chave do mistério todo era ela, e vocês resolveram de maneira bastante rápida quando perceberam isso. Gostei muito dela e principalmente da cena em si. Parecia algo bem surreal e aéreo. Atualmente ela deve ser vizinha de confinamento do Kreelo. Hehe.

O Filho Bastardo

Esse era o principal armador de toda a coisa. Depois de entregado pelos veteranos do boteco sujo, ficou fácil encontrá-lo e derrotá-lo. Foi responsável pela única real cena de ação da saga. Era filho da Governanta com o Barão Thornton. Com a morte da baronesa e a prisão e condenação à forca do Barão, seria o único herdeiro legítimo a toda a fortuna. Um golpe bastante clichê em romances de detetive. Apareceu tão pouco que o único traço que lembro era sua covardia.

A Governanta

Essa sim era a principal vilã, cérebro por traz de toda a operação. Tudo começou com a inveja. Odiava a Baronesa por sua beleza, elegância e status. Odiava a tal ponto que seduziu o barão somente para sentir-se enganando a bela mulher. Algo como “você é tão linda e elegante, mas é comigo que ele vem ter prazer na cama”. Tamanha amargura em sua vida levou-a a uma conclusão lógica: Cultuar o Dragon Below.

Ganhou muito com os pactos demoníacos (sim, ela era uma Warlock), e pode colocar seu plano em prática. Em pouco tempo ELA seria a Baronesa de Thornthon, e poderia exbir-se em belos vestidos e caras jóias.

Para continuar o clichê, ela apareceu no começo da aventura e depois só no final, e como eu disse: SEMPRE É O MORDOMO! Hehehe. Uma vilã medíocre que foi derrotada pelo Ryuuit, afinal, era um duelo de honra dele.

Engraçado como nesta quest ninguém tinha nomes… ahahah interessante. Personagens que são pelo que eles fizeram. Gostei bastante da saga, mas mesmo assim considero-a a mais fraquinha e menos memorável de Aundarian Nights.

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