Teaser – A saga dos estrangeiros *ao som de megadeth*

Maio 29, 2008 at 10:37 pm (Teasers)

Mais uma noite em Fairhaven. Estava com o saco cheio de ouvir os poetas de Aundair declamando sobre as belezas da noite púrpura e solitária do outono. Que estes malditos bêbados arranjassem um emprego de verdade e parassem de pedir por suas moedas na rua. Com certeza as pessoas que fitaram-no com olhar de condenação após o tapa na cabeça do artista de rua não compartilhavam de suas idéias.

Para ele tanto fazia. Queria mais é que estes Aundarianos todos morressem de maneira dolorosa. Seria temporário, disseram. Só umas duas ou três missões e te mandarão de volta para casa. Claro. Três anos desde então e nada. Isso só fazia com que seu ódio por aquele povo nojento aumentasse.

Mas desta vez foi diferente. Deixou tudo bem claro. Seria a maldita última missão. Levaria tudo até as últimas conseqüências para sair daquele país imundo.

“Estou esperando”, falou de forma impaciente quando chegou ao local do encontro. “Não tenho tempo para brincadeiras idiotas”. Seus olhos passeavam freneticamente pelo beco escuro até que conseguisse identificar a silhueta da bela meia-elfa escondida entre algumas caixas. Levantou a besta “Ou você sai daí e agente conversa logo, ou pode começar a pensar em um ótimo motivo para eu não te matar”.

A resposta foi uma gargalhada seguida de uma voz suave e fria “Você está na minha cidade, senhor Elite da Cidadela”, o tom era irônico “e até mesmo sua renomada reputação não valeria de nada aqui. Além disso, eu tenho o que você precisa”.

A expressão do cavalheiro mudara “E o que exatamente você propõe, senhorita Shark?”

A voz dela tornava-se mais fria “As docas são nossas. Ninguém conhece melhor o terreno do que nós. Não vejo lugar mais seguro para nosso casal de prisioneiros”. Finalmente ela sai das sombras, mostrando-se uma mulher de meia idade que conservara a beleza com elegância apesar dos trajes de marinheiro. “Tenho certeza que você já checou tudo isso, mas o preço que está me oferecendo é muito baixo…”.

O homem esboçou uma expressão de quem se controla para não partir para um ato de selvageria. “Tudo bem, pirata. A recompensa pela cabeça de Coruja Vermelha chega a 50 mil peças de ouro… viva. Entregue-a para mim neste estado, e eu lhe dobro a oferta”. Qualquer preço era baixo para voltar à querida Breeland.

A meia-elfa sorriu com sinceridade. “Então temos um trato. Mas e quanto ao garoto? Há recompensa por ele também?”, insinuava-se de maneira quase sexual enquanto caminhava em direção ao centro do beco.

O cavalheiro engoliu seco. “Não seja tola. Maximilian é um inútil que já devia estar morto há muito tempo. Faça com ele o que você quiser”. Ao dizer isso, entregou à pirata um pequeno envelope, virou-se, e saiu pisando com forte.

Shark checou a entrega com cuidado para analisar o conteúdo. Um bilhete codificado e um anel com o símbolo da cidadela. “For Breeland” dizia. Ela sorriu com ironia. Realmente sua lealdade estava sempre à venda. Assim como a da centena de homens que agora surgiam das sombras, aguardando ordens.

“Preparem o Hangar 18”.

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Era uma vez…

Maio 20, 2008 at 10:25 pm (Uncategorized)

O inverno era bastante rigoroso em FairHaven.

 

A lareira estava acesa durante todo o dia, mas havia carvão de sobra para meses de gelo e também havia comida de sobra para todos da casa. O gato não saia de perto da lareira, ficava a uma distancia segura das pequenas fagulhas e faiscas que de lá saiam de vez em quando… era fim de tarde e tudo estava bem.

As crianças já tinham tomado seus banhos, o vinho estava posto a mesa e o aroma do jantar era delicioso – um aroma que somente a cozinha de Aundair poderia proporcionar!

Estava tudo muito tranquilo… a vida era pacata… e ele sentia a falta de bons tempos. Já se passavam quase 50 anos! Agora estava casado, condecorado, famoso, rico, era avô… nunca tinha pensado nisso. E lá estava ele com seus pequenos netos agora em sua casa no vistoso bairo dos nobres de FairHaven.

-Vovô! Vovô! Conta pra gente novamente aquela história!? – Diziam as crianças em unisono e sempre com o mesmo brilho no olhar e sempre sabendo que novidades poderiam aparecer.

 

_Claro meus netos! Tudo começa com o “Era uma vez”!

-”Era uma vez”, uma Taverna! Sim! Uma simples e bela taverna proxima ao Cálice Central de nossa cidade! Sabem aquele resturante luxuoso que de vez em quando nós vamos lá!? O DragonMilk!?

-Sim Vovô! – encantados.

- Pois bem! Antigamente era uma velha e pulguenta taverna comandada por um daqueles pequeninos curandeiros! E nesta taverna sempre passou de todo tipo de gente… aventureiros, magos, caçadores de dragões, vilões e heróis! De todo tipo de gente mesmo! E graças a isso que temos essa magnifica história pra contar!

-Sério Vovô?! – Cada vez mais curiosos.

-Sim meus doces pequenos! – Tomando um cálice de vinho – Graças a esta taverna! Era um lugar onde tudo era possivel! Inclusive aventuras que a nossa Rainha não pode saber! E no caso foi um duelo!

-Ohhhhh! – espanto na cara da criança mais nova.

-Eram duelistas ferossissimos! Talvez o Duelo mais bonito que FairHaven já tenha visto em toda sua história… mas, vocês sabem que é proibido duelar, não?

-Claro vovô!

-Naquele dia, meus netinhos, a lei prevaleceu sobre os duelistas e um deles foi preso, para que a ordem fosse mantida. Na epoca, o melhor dos delegados de policia e o melhor dos investigadores intervieram ao caso.

- E o outro duelista, Vovô? – com uma curiosidade sádica.

- Herm… humpf… Não vem ao caso! Mas o que importa é que o duelista preso depois se tornou um grande amigo dos policiais que eu te falei! E assim começa…

- E os outros Vovô!? – um pouco indignados.

O Avô, percebendo que já tinha bebido somente neste inicio de história uma garrafa inteira de vinho, notou que seus 76 anos de idade não te davam mais o mesmo vigor de antes. E mandou as crianças para a cama…

Foram indignadas, mas ele teve um pouco de tempo para sí após isso e pegou o livro de sua prateleira e começou a folhea-lo como se lembrasse de histórias com um grande amigo. Tinha orgulho, pois o mesmo era autoria sua… e tinha sido o top 5 do Khohamberg Chronicle por 2 meses!

 

Sentia falta. Não sabia onde os estrangeiros tinham ido parar, mas sabia onde alguns poucos ainda moravam… visitou o tumulo de alguns que deram suas vidas pela causa, procurou nas casas marcadas por informações de alguns outros… mas só conseguiu algumas portas em sua cara.

Mas sabia de uma pessoa que não tinha mudado nada – afinal… ele não podia mudar.

Andou por todo o calice central e adentrou ao DragonMilk – um dos poucos lugares em que era bem recebido – acenou para uma moça que estava no balcão e só fez um sinal para entrar aos “aposentos”.

La dentro estava o seu velho amigo, sentado e tranquilo, olhando alguns moleques brandirem espadas, outros lendo tomos de magia, alguns outros contando piadas mais ao canto…

- Senhor Ir’Levian? – o amigo pergunta com uma dura expressão de felicidade.

- O lata velha! Vem cá e me dá um abraço!

 

 

Eram os unicos antigos que ficaram para contar a história aos novos membros da Rosa dos Ventos. Os outros… ninguem sabe!

 

By Derby

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Vilões – Pt. 2

Maio 19, 2008 at 10:34 pm (Making Off)

Dando continuidade aos vilões, vamos para a segunda parte da campanha. Essa saga foi que trouxe menos vilões propriamente ditos. Caras com maldades premeditadas. Tanto que sequer nomes tinham os coitados. Toda a ação ficou por conto dos nossos Goblins samurais!

 

Saga A Jóia do Império

 

 

Velho Elfo

 

Histórico

 

Havia muito que este elfo de Khorvaire era professor e servia como membro do conselho da universidade de Wynarn. Sempre fora um homem pacato, porém muito racista no que diz respeito aos grupos de monstros (excetuado os goblins que ele sempre admirou pelo império Dakhaani). Com o desastre financeiro que tomou a instituição, ela foi forçada a fazer uma abertura e recepcionar todo tipo de alunos, incluindo gnolls, orcs e coisas do gênero. Decidiu então que deveria livrar-se do reitor. O primeiro plano foi realizar inúmeros assaltos à universidade até seu rival ser assaltado, mas com a intromissão da rosa dos ventos, ele foi obrigado a atitudes mais drásticas.

 

Desenvolvimento

 

O homem era um DuskBlade com uns bons níveis, o suficiente para ser uma bela máquina de pancada, chegando inclusive a matar a personagem do Jonh. Fora isso ele trouxe o elemento chave para a resolução do mistério. Eu achei que foi um vilão que marcou pouquíssimo, foi mais um desafio de combate, mas serviu à seus propósitos.

 

Hobgoblin Demoníaco

 

Histórico

 

Eis o típico vilão de malha, algo que o mestre achou legal e desafiador colocar, mas que num tem muita história. Os Portadores do manto, um grupo de goblinóides que queriam restabelecer o império Dakhaani, estavam roubando as peças imperiais da universidade e buscando a Jóia do Império, famoso artefato capaz de libertar uma criatura diabólica. Desta forma, eles eram goblins lidando com demônios, talvez rolasse algum adoração, então por que não o líder deles não ser um meio abissal?

 

Desenvolvimento

 

Foi um bom vilão no combate. Deu trabalho e garantiu momentos épicos de ação dentro de uma sala de 4X4. Fora isso, ninguém lembra dele. Outro destaque é que foi um dos pouquíssimos vilões que a Rosa dos ventos chegou a matar e não prender.

 

Como disse, uma saga vazia de vilões, por isso talvez tenha sido a menos marcante, se não pelo magnífico artefato que acabo sendo confiscado pela rainha, mais cedo ou mais tarde.

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Sobre Eberron e seus personagens.

Maio 18, 2008 at 4:34 pm (Making Off)

Pois ontem me toquei que não são todos no mundo que estão familiarizados ao mundo de Eberron, logo entender nossos posts é quase que uma tarefa mesopotâmica, pra essas pessoas vem o post de hoje.

Eberron, é um novo mundo de D&D, diferente de Dragon Lance, diferente de Forgotten Realms… Eberron é um mundo para heróis e seus feitos, eles não estão presos a um limite como nas outras dimensões do D20, o que diferencia os PC’s *Playing Characters* dos NPC’s *Non Playing Characters*.

Para os personagens em Eberron, não é incomum saltar mais do que suas pernas permitem, levantar mais peso do que seus braços suportam, ou até mesmo sobreviver a um ferimento mortal.

Quanto a Terra:

A história de como Eberron se formou deixo para o Brito contar, e também sobre os quatro continentes. O mais importante para vocês leitores *Espero que tenham muitos que um dia venham a ver esse post* é conhecer Khorvaire, o continente onde se passa o Aundarian Nights. Sendo antes dividido em cinco reinos, khorvaire é o continente mais habitado. Atualmente Khorvaire é dividida em mais reinos, mas deixo essa parte para o Brito também!

Citarei apenas agora, Aundair, o reino onde se passa a história. Aundair antes ostentava um grande poder. Hoje é um reino que sofreu muito com a guerra limitando muito suas fronteiras. A capital desse reino é a cidade de Fair Haven palco das aventuras da Rosa dos ventos (atual nome do grupo de aventureiros). É um local nada amistoso para forasteiros, por tanto, é difícil ver raças “estranhas” perambulando pela cidade.

No centro da cidade, no bairro chamado “Cálice Central” situa-se o palácio da Rainha Auralla, também a delegacia onde os heróis vão de vez em quando (por bem, ou por mal).

Quanto as raças:

Em Eberron temos muitas raças já conhecidas, aqui criaturas goblinóides são comuns, mesmo por que antes khorvaire era habitada em sua maioria pelos goblins e seus parentes próximos. Mas as que ganham destaque (leia-se: “Raças mais comuns para jogar”) são os seguintes:

Humanos: Sobre os humanos não tem muito o que falar, são humanos e ponto final, não são nem um pouco diferentes desses que você tem por vizinhos, trabalhadores, bandidos, mendigos, políticos e etc…

Changelings: Changelings são raças bem estranhas para quem não está acostumado ao mundo de Eberron, eles são meio humanos meio Doppelgänger (segundo as lendas germânicas de onde provém, é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa. Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo sua características internas mais profundas. ). Eles tem por característica a pele cinzenta, cabelos ralos e claros (quase brancos), e grandes órbitas esbranquiçadas como olhos. Os changelings possuem a habilidade de transformar seu corpo e obter qualquer aparência que quiserem.

Shifters: Shifters são meio homens meio animais, tendo suas características misturadas. Por exemplo, homens-leão, homens-lobo, etc… Shifters são uma raça que sofre com o preconceito em Fair haven, tendo um bairro miserável apenas para eles (até parece que é algo bom).  No calor dos combates eles podem entrar em contato com sua besta interior e liberá-las aumentando mais a semelhança com o animal que eles aparentam ser.

Halflings: Quem conhece o Frodo de Senhor dos Anéis? Ou até mesmo o personagem de Dexter no episódio de D&D? Pois é, são quase idênticos aos halflings de Eberron, com o diferencial de estes não terem pés grandes e peludos. Os halflings daqui, montam dinossauros. O grande diferencial de Eberron.

Elfos: Conhecem os elfos de Senhor dos anéis? Pois aqui a história é diferente, eles em nada se assemelham aos elfos brilhantes e elegantes, aqui eles são mais estranhos, tendo muitos que cultuam a morte,  pintando os rostos com figuras que lembram mortos vivos. Algo bem estranho.

Warforgeds: “Homens máquinas”, não são exatamente golens, pois esses tem alma e partes orgânicas. Criados pelos Cannith (Vide Dragon Marks), os Warforged tem partes metálicas e órgãos, sendo uma criação mais do que bizarra, eles falam e interagem com as pessoas tentando simular sentimentos. Assusador mesmo.

Kalashtars: Seres psiônicos, mas a existência deles em Aundarian Nights é um mito anti Brito.

Essas são as raças, mais tarde postarei sobre as Dragon Marks, uma parte MUITO importante a ser citada.

By: Marujo

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Após muito tempo.

Maio 18, 2008 at 3:15 am (Sessões)

O Sol já estava alto quando o som do metal batendo encheu as ruas da cidade!

Lionel, montado em seu cavalo guiava o Warforged até onde havia acontecido o incidente na madrugada.

Logo ao chegar, Umbreonni começa a investigar o local.

“Senhor. Acho que encontrei algo.” – O cavaleiro então se dirige ao detetive, ao que este revela um alçapão e um túnel, no meio da rua. – “Acho que a suspeita fugiu por aqui. Podemos iniciar uma investigação agora se o senhor não tiver nenhuma objeção.”

“Não tenho nada contra esta idéia, podemos dar início a busca agora.”

Umbreonni rapidamente entra no buraco, ficando com água até os joelhos.

“Senhor!” – Disse o warforged com um tom de surpresa não comum para ele. Lionel rapidamente olha para trás e vê dois homens desembainhando as espadas e partindo em direção a eles.

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“Temos mesmo que esperar que os dois voltem? Deixe-nos ir afinal, tenho trabalho a fazer” – Começou Juriani já com olheiras de sono – “Um trabalho muito…” – uma breve pausa para um bocejo – “… importante por sinal.”

“Concordo… Suva vai me matar se eu chegar tão tarde… ou cedo… não sei mais… em casa.” – Completou Keran.

“E eu tenho que correr pro meu emprego…” – Tentou Destir.

“Nem pensar, ninguém sai, muito menos você changeling. Além do que, aqueles dois não devem demorar muito.” – Disse Adriani acabando com a esperança dos três, ao que entornava mais um copo.

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A Batalha já havia começado, Umbreonni estava fora do buraco atirando flechas e Lionel tentava segurar o avanço dos dois homens. A luta não demoraria muito a acabar, pelo menos era o que Umbreonni achava.

Isso por que ambos não contavam com a figura que estava assistindo tudo a alguns metros acima de suas cabeças.

Os homens estavam tendo dificuldades para combater o detetive e o cavaleiro, os movimentos dos dois, mesmo não estando em muita harmonia, era o suficiente para rechaçar os adversários.

“Seus molengas, é tudo isso que vocês podem fazer?”  – Lionel e Umbreonni se destraem procurando quem havia dito aquilo, encontrando acima do muro que indicava o fim do beco, uma garota loira envolta em trajes pretos os encarava. – “Onde está a MINHA adaga?” – Lionel tem um rápido flashback, com certeza, era aquela garota que ele havia perseguido madrugada a dentro. A garota iria entrar em ação.

Um pequeno descuido, um dos homens já levantava a espada para golpear Lionel, o cavalo assustado rapidamente se empina, obrigando o Cavaleiro a segurar as rédeas com mais força, o tempo exato para que o Warforged desferisse uma flechada no peito do agressor, fazendo o cair de costas. Nesse mesmo momento a garota já estava sacando uma adaga para  pegar Umbreonni pelas costas, quando Lionel golpeia a arma com sua espada, cancelando assim o ataque surpresa.

A Garota em resposta ao ataque pula para o buraco, tentando escapar uma segunda vez, enquanto o outro inimigo corria em direção as outras vielas.

“Eu pego a garota senhor.” – Disse Umbreonni começando a perseguição.

“E eu o outro palhaço!” – Responde Lionel, fazendo seu cavalo correr na mesma direção que tomara o fugitivo.

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O Warforged se expremia pelas paredes inundadas do pequeno túnel, logo atrás da garota, até que ambos saem para uma área mais ampla, Umbreonni calculava rapidamente, estava no esgoto é claro.

Encontrões, água e mais água, piruetas e manobras para tentar escapar e contra manobras para prender. Braçadas, pernadas. Água, muita água.

A Garota precisa respirar. Já o warforged não tem problemas com isso, não demora muito até que o warforged saia da água com a garota imobilizada.

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Lionel cavalga novamente pelas vielas, dessa vez estava claro, não seria problema capturar o fugitivo. O homem é vencido pelo cansaço.

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“Eu sei meus direitos e eu não vou ficar aqui! Ninguém vai me segurar” – A marca do Órien começava a brilhar.

Quando em meio ao tumulto Umbreonni e Lionel chegam, com três prisioneiros.

Destir: “Meu chefe vai me matar…”

by: Marujo

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Vilões – Pt. 1

Maio 16, 2008 at 7:25 pm (Making Off)

Caros, inalguro a nova seção Making Off, que servirá para colocar sobre os vilões, Npcs e histórias contadas por quem os criou: Nós! Isso mesmo, fiquem a vontade para postar também suas boas idéias e contribuições. Começo, pelo que estava faltando, os Vilões!

 

Saga Porto da Caveira

 

Kreelo

 

Com certeza a figura mais emblemática da saga. Um NPC já existente no cenário que resolvi colocar para dar um sabor mais Eberron na aventura. Vilão por excelência, o changeling era o inimigo público número um de Fairhaven e líder da guilda Porto da Caveira.

 

Histórico

 

A organização criminosa foi a porta de entrada de Kreelo na cidade. Na época o líder era um Anão cruel e temido. Rapidamente o Chageling tornou-se o maior expoente da nova geração da Guilda, chamando atenção do então líder, chegando ao posto de segundo em comando.

 

Kreelo ficou conhecido por seu carisma. Tratava os outros membros como amigos e irmãos, tendo em especial uma relação de amizade muito profunda com o jovem Alex. Com a prisão do Anão, Kreelo assumiu o comando, reconfigurou a guilda e passou a desenvolver suas atividades criminosas com o intuito do enriquecer e sair da cidade.

 

Desenvolvimento

 

A idéia não era que ele fosse uma Crime Mastermind, mas um cara de ação, por isso ser um NPC poderoso em questão de ficha. Um cara que vendia seus serviços a quem quer que estivesse interessado em resolver as coisas de maneira ilegal. Tudo que ele queria era pegar uma grana e sair da cidade para sempre, viver tranqüilo em algum lugar do interior, e estava bem perto disso quando seus planos foram arruinados pela Rosa dos Ventos. Isso o deixou com um conflito pessoal com os aventureiros.

 

No fim acho que ficou um Vilão bem simples, porém muito bacana, marcante e apto a retornos para vinganças. Me lembra muito aqueles vilões de quadrinhos da marvel. Sem profundidade, porém foda.

 

Tenente Coronel Ir’Levian

 

Momento conflito moral da história. Ele sim era para ser o grande gargamel, mas o seu tom demasiado humanizado e dramático tirava agente de Eberron e colocava em um lugar comum das minhas aventuras.

 

Histórico

 

Esse cara não tinha uma história muito bem definida além do básico: Herói de guerra, alto posto do exército, pai de família, conservador e que ama seu país. O único diferencial é que durante a guerra ele conheceu outra fé: A chama sagrada. Em eterno conflito por ser fiel a uma crença proibida em sua cidade natal. Acabou conhecendo Kreelo em suas idas a igreja abandonada, aonde forjaram uma aliança baseada na fé (Kreelo o enganou como um fiel da chama). Graças a essa amizade Ir”Levian passou a desviar dinheiro do exército para financiar os planos de Kreelo, e até introduziu sua própria filha à guilda. Finalmente em desgraça, com a Rosa dos Ventos destruindo todos os planos, o Tenente Coronel não suportou e suicidou-se na igreja.

 

Desenvolvimento

 

Ficou com a função de filho da puta que se revela na parte final, como aquele cara de dentro que estava ajudando o tempo todo. Fora isso, não foi importante para o desenvolvimento da história e nem foi tão marcante, mas proporcionou um dos raros momentos em que um player iniciante como o Eraser mostra uma interpretação muito acima da média. Uma curiosidade que na época ninguém percebeu é que ele e o delegado Adriani são primos distantes, ambos Ir’Levian.

 

Sabrina Ir’ Levian

 

Garota que a primeira vista parece problemática, mas se revela mentirosa e manipuladora como toda boa personagem mulher deveria ser.

 

Histórico

 

Há uma grande diferença entre a história real e a que ela conta. A verdade é que sempre fora criado com muito carinho e mimo por seu pai até que floresce a amizade com Kreelo. Como prova de confiança o Tenente Coronel introduz sua filha como membro da guilda. Lá ela aproveita de sua condição de “coitadinha” e começa a manipular o restante dos membros, principalmente Alex, que fica extremamente apaixonado por ela e sua falsa história de garota rebelde. Segundo a anedota, ela estava fugindo da autoridade do pai, e só fazia estes serviços para conseguir dinheiro e fugir do país com seu grande amor.

 

Desenvolvimento

 

Ela serviu para os momentos de skill social, e proporcionou também todo o conteúdo de filhadaputagem que os vilões precisam ter, chegando a trair o próprio pai e irmãos de guilda para salvar a própria pele. Enganou a todos com sua historinha bastante plausível, colocando Alex em maus lençóis e conseguindo finalmente fugir. Ela tem tudo para voltar um dia com uma vingança diabólica! (hehehehe)

 

 

 

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Maio 12, 2008 at 8:31 pm (Teasers) ()

Eu passei! Amanhã será minha iniciação! To muito contente… Estarei lá em cima!

A noite havia acabado de cair e as torres flutuantes da universidade continuavam a fazer sombra…

Papai disse que dará uma festa hoje! Presentes! Porque cê num tenta também?
Belas luas, lindas estrelas. A maravilhosa Aundair.

Aquele truque que cê me ensinou ajudou pra caramba! Certeza que você passa.

Duas crianças, brincando e se divertindo pelas ruas.

É, eu sei que deve ser caro, mas talvez papai possa ajudar!

Sorrisos doces, gargalhadas sinceras. Alegria, festejos.

Sabe Jin, você é meu melhor amigo!

EI MOLEQUES, QUE É QUE CEIS PENSA QUE TÃO FAZENO AQUI ESSA HORA?

Nada moço! Agente já ta indo embora! Papai ta esperando já!

VOCÊS SABEM QUE É MUITO PERIGOSO FICAR POR ESSAS BANDAS NÃO?

Agente só tava brincando!

HMMM… CEIS TEM DINHERO?

Não moço…

NEM PRA AJUDÁ UM ALEJADO DE GUERRA PIRRALHO?!

Não moço…

Passadas rápidas e respiração ofegante.

CEIS NUM TEM RESPEITO ISSO SIM! VEM QUI!

Não moço!

.

Ele corria sozinho, sangue e lágrimas em seus olhos. Desespero sem forma.

Ofegante.

Quando percebeu havia tomado a forma dele. Não conseguia sair. Estava em sua cabeça, gravado.

Morte… Apesar de não ter consciência do que essa palavra significava.

Não achou a coragem. A festa correu e, apesar de não comer a dias, não conseguiu olhar para a comida.

Todos pediam para que fizesse o truque, aplausos!

Risos?

Gargalhadas?

Alegrias?

Festejo?

Querido, acho que ele está meio estranho.

Que nada! Deve ser a ansiedade, não é campeão?

?

Depois. Um ano.

RICHARD ALEXANDER? RICHARD ALEXAN… Ah, é você! Por favor, acompanhe-me.

Não sei sobre o que se trata, o próprio reitor quer falar com o senhor!

Não reclame tanto! Não são tantas curvas! Estamos chegando já!

Uma sala de interrogatório, úmida, gelada, estava nu e amarrado.

ASSASSINO! VOCÊ MATOU UMA CRIANÇA SÓ PRA ENTRAR AQUI? NUNCA HAVIAM IDO TÃO LONGE!

NÃO MINTA!

Baques fortes no rosto, tapas, socos, chutes e esganamento. Isso o lembrava da infância que havia tentado esquecer, do pai que gostaria de ter tido, do imaginário irmão mais velho que os mandava parar.

Não agüentou. Finalmente havia conseguido liberar-se daquela forma, daquela personalidade. Finalmente era ELE mesmo.

UM METAMORFO! ENTÃO EU ESTAVA CERTO! SEU FILHA DA PUTA!

Calma senhor, ele ainda é uma criança! Um de nossos melhores alunos!

ACHA QUE ME IMPORTO? SE AINDA HOUVESSE LEI E ORDEM NESSAS TERRAS, ESSE NADA SERIA CONDENADO À FORCA!

PARE DE CHORAR MOLEQUE!

JÁ QUE NÃO HÁ POLÍCIA, FAREI DE TUDO PARA QUE ESSA CONDENAÇÃO SEJA CUMPRIDA!

Estava feliz. Aliviado de seu fardo. Haviam descoberto. Não precisava mais fingir. O peso da morte saíra de sua mente.

Não sabia o que fariam dele, provavelmente voltaria para as ruas. Isso ele agüentaria.

ELE PARTE AMANHA NO PRÒXIMO COMBOIO! E JA ESTOU SENDO PIEDOSO! QUE CONTE COM SUA SORTE AGORA!

Mas senhor! Ele é só uma criança! Não pode mandá-lo para a guerra!

!

By ToNtO

 

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Seja NOBRE!

Maio 6, 2008 at 6:21 pm (Teasers)

Um tapa ecoa pelo salão, seguido de um choroso murmurinho de orgulho ferido.

Estavam na mesa de jantar – o lugar mais sagrado para ambos; e isso era de familia – e a menina com seus cacheados cabelos dourados olhava tristemente para a entrada que servira ao pai, com uma mão massageando o rosto machucado pelo tapa recém recebido e a outra procurando nervosamente um lenço em qualquer um de seus bolsos, para que não ficassem aparentes suas lagrimas…

- Você acha mesmo que merece ser A Matriarca depois que eu morra!? NUNCA! JAMAIS SERÁ SE DEPENDER DE MIM! – esbraveja o pequeno de mais idade – Triste foi o destino de que somente você tenha mostrado aptidão para isso… minha filha bastarda… oras. E por que logo você o mascote da casa foi seguir!? Vida injusta!

Limpando sua boca, com a mais pura seda encontrada em Khorvaire, sai do salão com passos leves mas mesmo assim muito pesados para os do seu povo. Ele estava cansado de todas as suas responsabilidades burocráticas… gostava mesmo de pular de caldeirão em caldeirão, viver com sua familia em festa… não era mal homem… mas ainda assim agia com aspereza.

Mas… nem sempre todos entendem ou querem entender o que se passa na vida dos outros.

Isso se chama Ego.

 

Sozinha… desolada… e sem mais a grande esperança de aceitação que tinha para com aquele que admirava e sempre sonhara ser igual, agora sem chão. Buscando no prato o seu esmero e no silencio do salão o aconchego. Passou alí sozinha 3 horas pensando o que faria da vida… pensou alí em tudo o que se esmerava para finalmente ter o amor de sua familia… nada conseguia achar. A decisão mais correta no momento para ela era obvia. O ego falou mais alto, afinal, ninguem ligava pra ela mesmo…

Prestava atenção somente no vento soprando fora da torre de Skyway, na luz rarefeita que entrava pelas cortinas vermelhas e na secura de sua garganta. Deu-se ao luxo de uma última refeição, um último cálice de vinho e um ultimo brinde com taça em riste e faca no pescoço

- Quem se importaria? – pensava a pequenina, enquanto puxava sua faca da bainha e a encaminhava lentamente para o própio pescoço.

-Que se celebre o triunfo do ego! Que o mundo sucuba aos luxos e devaneios de um só! Que todos os bons tenham os seus própios reis e que estes reis sejam sempre mais importantes que o do proximo! – Uma voz brandindo em firme tom e com palmas irônicas entra pela sala – SEJA NOBRE, POBRE MENINA!

… o silencio se acomete… e a coragem anteriormente grande acaba.

Afinal… todo mundo tem um tio estranho que te ensina coisas estranhas.

E neste caso, é uma estranha forma de ser nobre.

 

By: Derby

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