Então?…
BLAM!
O Impacto da palma do delegado acorda Destir de seu rápido cochilo.
- Me diga então, o motivo do assassinato garoto.
- Já disse a você delegado, existe algo errado aqui. – Juriani repetiu pela quarta ou quinta vez naquela noite.
Destir já havia desistido. Nem mesmo ele tinha certeza de como tudo acontecera. “3 da manhã… e eu aqui… amanhã o trabalho vai ser duro…”. O sono parecia contagioso. Lionel estava dando o máximo de si para manter os olhos abertos.
- Ahá! – O grito de Keran trouxe novamente Destir e Lionel de volta para a mesa. A sua frente estava o sabre do duelista, no qual ele conduzia um teste para tentar encontrar algum resíduo incomum. – Pó de Lótus. – Concluiu Keran. – Um veneno letal, não é muito fácil encontrar um desses na cidade.
- Muito bem, está satisfeito Orien? – O delegado se dirigia a Juriani – Está aí o fato estranho. Como se faz para comprar esse veneno Halfling?
- Mercado Negro – Respondeu Keran – Por um preço bem alto.
- Ligação com o mercado negro. – Umbreoni Balbuciou enquanto anotava tudo em seu bloco.
- Onde você encontrou isso garoto? – O delegado estava de novo com o sorriso de vitória.
- Delegado… – Começou Destir. – Eu faço bicos no bairro dos Shifters para poder me sustentar… como encontraria tempo e dinheiro para comprar o veneno?
O Delegado estava perdendo a paciência.
- Meu deus! Quase me esqueci! – Lionel pula da própria cadeira, jogando o pacote que segurava com ele. O pano negro se desenrolou exibindo a bela adaga prateada.
- Não toque! – alertou Keran para o delegado que já estendia sua mão para verificar a pista. Após colocar as luvas o halfling tomou a arma em mãos e a estudou. – Aqui… – Mostrou ele para o detalhe no punho da adaga. Um rolo de papel e um pouco de pó cairam quando o Halfing abriu o compartimento do artefato. – Pó de Lótus…
Todos, menos Umbreoni e Keran, se afastam da mesa com medo do pó.
Abrindo com cuidado o rolo de papel Keran lê as palavras em bonita caligrafia que revelam ser nomes, mais propriamente nomes da família Orien. Ao ouvir isso Juriani toma o papel das mãos do Alquimista e vê 6 nomes, dois já riscados… o segundo, o homem que havia sido morto na taverna.
- Onde você encontrou isto? – Perguntou o Orien para o Cavaleiro com um tom de asco por estar falando com um Shifter.
- Perto da Taverna, uma garota que persegui desde a própria taverna deixou para trás. – Respondeu Lionel não muito simpático.
- Precisamos encontrar essa garota. – Gritou Destir levantando-se. Precisava se vingar. Não pela acusação, mas sim por seu novo amigo.
- Você se acalme, ainda não pode ser considerado livre de acusações – O Delegado se sentava cansado. – De manhã Umbreoni, vá com o Shifter para o local onde ele encontrou a arma.
- Sim senhor.
Amanhece na cidade de Fairhaven.
By: Marujo
Justiça?
O Cavaleiro corre para onde estava a garota, assustado com o que acabara de ver. Muitas pessoas usam magia hoje em dia, mas desaparecer daquele jeito não era algo comum. Lionel examina o manto que havia ficado para trás e descobre preso nele uma adaga, uma peça bem trabalhada de prata. Tinha que voltar para a taverna e averiguar o que havia ocorrido.
A Porta se abriu violentamente, aqueles que estavam no grande salão da taverna conteram seus insultos por um momento.
Adriani o Inspetor de polícia entrou pela porta olhando ao seu redor. “Mais um duelo” – Pensou com ele mesmo.
Logo atrás vinha o grande corpo metálico de Umbreoni, se dirigindo-se para a multidão ele escolhe uma testemunha. “O que exatamente houve aqui?” – Falou sem expressão como o de costume. Os sentimentos ou pelo menos o conceito deles imbuídos nos Warforged os tornavam estranhos, pode se dizer também, inquietantes.
A testemunha começava a dar seu parecer quando as muitas pessoas ali presentes se atropelavam para também dar seu ponto de vista. E na parede, contido pelo povo furioso estava Destir assustado.
“Seus documentos por favor.” – Pediu o Warforged. “Hm… Destir Kimble. Changeling, vindo de Sharn.” – Completou após ler os documentos.
“Tinha que ser um forasteiro mesmo!” – “Esses caras que invadem nossa cidade para causar confusão!” – “Mandem ele de volta!” – “Matem ele!” – “MATEM ELE!” – Gritavam todos.
“Os documentos estão em ordem, o passaporte dele está limpo.” – Disse Umbreoni para o chefe.
Ao que Destir tomava sua verdadeira forma, o face jovial agora dava lugar para uma face cinzenta comum aos changelings, o cabelo fino e ralo caia até seus ombros, os olhos esbranquiçados e profundos olhava de um lado para o outro confuso sem saber o que fazer.
“Vamos levar ele pra cana.” – O Chefe já vinha com as algemas quando o favorito aparece se espremendo no meio da multidão – “Espere.” – O chefe olhou curioso.
“Existe algo estranho aqui. Esse garoto não é culpado.”
Quando Juriani – o Favorito, ia falar suas suposições o barulho de armadura o interrompe, a atenção geral é voltada para a porta onde a face leonina do cavaleiro olhava desconcertado para tanta gente que o encarava. Em suas mãos estava o manto da garota. Na armadura estava o símbolo real de Aundair. “Tenente do 43º Esquadrão. Lionel Roar.”
“Chega, o horário do atendimento já acabou. Todos pra fora!” – Enxotava o Halfling querendo fechar as portas. Sua companheira e sócia da taverna não estava nem um pouco feliz com aquela confusão.
“Muito bem. Parece que temos uma investigação aqui Umbreoni. Pegue as testemunhas e vamos pra delegacia. A noite vai ser longa…” – Disse o chefe de polícia enquanto pegava um copo cheio em uma das mesas afastadas e saía novamente para a noite de Fairhaven.
Minutos depois. Na delegacia. O Chefe de polícia olhava atentamente para cada uma das quatro faces das testemunhas, sentado ao seu lado estava Umbreoni com seu bloco de anotações pronto para anotar tudo o que seria dito naquela sala.
O Duelista. Destir sentado na outra ponta da mesa olhando para baixo – “Essa não é uma das minhas melhores noites..” – Falava consigo mesmo.
O Favorito. Juriani em silêncio tentava compreender a sua peça do quebra cabeça que aquela noite havia se tornado.
O Cavaleiro. Lionel esperava segurando a pista em suas mãos. Parecia que encontrara o desafio que procurava.
E por último. O Alquimista. Keran, estava lá pois Suva havia obrigado a dar seu parecer e tirar qualquer suspeita que poderia vir a cair sobre a taverna.
De certo modo, aquela reunião não parecia comum…
Mal sabiam eles que aquela seria a primeira de muitas vezes que se sentariam lado a lado.
By: Marujo.
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Nota do Autor: Desculpem pela demora do post! ;P