Bem vindo à Fairhaven

Fevereiro 20, 2008 at 6:20 pm (Teasers)

Localizada às margens do rio Aundair, Fairhaven é a segunda maior cidade do continente de Khorvarie com 90 mil habitantes, ficando atrás somente da majestosa Sharn em Breeland. A cidade das luzes, como ficou conhecida por ser a primeira a utilizar o sistema de everbright lanterns como iluminação pública, é a capital política e militar de Aundair, mas nem sempre fora assim.

Há cerca de mil anos, a capital do reinado localizava-se em Thaliost, cidade que emprestava seu nome também para o país. Porém, quando Galifar I tornou-se rei único sobre as cinco nações, contratou os melhores artistas e arquitetos para projetar uma cidade perfeita que abrigaria o palácio de seu mais talentoso filho. Claro que a importância histórica de Thaliost nunca foi esquecida, mas Fairhaven tornou-se um exemplo em planejamento.

A cidade é dividida em doze distritos diferenciados pela especialidade comercial ou funcional de sua vizinhança. Além disso, há o cálice central, o grande palácio da cidade das luzes. Por si só a cede do governo é um distrito. Abriga mais de mil funcionários (1% da população da cidade), sem contar os cortesãos, nobres e a corte da rainha Aurala, soberana do país.

Nos andares inferiores do cálice central é possível encontrar um entreposto para cada dragonmarked house, além da delegacia de polícia, fórum e demais prédios públicos essenciais. Varias dezenas de metros acima encontra-se a torre dos olhos, a cede dos cavaleiros arcanos, o conclave das torres de Arcanix e, é claro, o palácio real em si.

Caminhando alguns quarteirões à sul adentra-se no distrito do conhecimento, que ficou assim conhecido por abrigar o prédio histórico da universidade de Wynarn, a mais tradicional instituição de educação do continente. Com mais de 700 anos desde sua fundação, o campus espalha-se pelo bairro, formando uma grande cidade universitária aos moldes das inglesas como Oxford.

A universidade já teve seus dias de glória, mas a guerra também afetou bastante as bases da instituição. Hoje em dia ela abriu as portas para todos os tipos de alunos, mesmo aqueles que não tem dinheiro para pagar, no intuito de formar mestres que possam substituir o atual corpo docente. Apesar das dificuldades, Wynarn ainda é a única capaz de competir com a Biblioteca de Korranberg, em Zilargo, e possui o maior acervo reunido sobre o império Dakhaani.

Outra bela construção que está se tornando aos poucos um prédio abandonado é a majestosa igreja da chama prateada, no distrito dos altíssimos. As pessoas de Aundair sempre responderam em fervor semelhante que Thrane tem com a Silver Flame para com a Sovering Host. A guerra acentuou ainda mais esta dicotomia, levando ao extremo com um edito real que proibia a prática da religião da chama na cidade de Fairhaven.

Na ocasião, todos os sacerdotes foram trancados na igreja e a população depredou e incendiou a maior catedral fora de Thrane. Hoje, sobrou apenas um prédio abandonado e uma lenda: Que não se deve ficar à sombra da igreja, pois os espíritos raivosos o pegarão para vingar sua morte cruel.

O ódio à Thrane virou um esporte popular em Aundair, principalmente depois que a nação rival tomou Thaliost. A raiva, porém, só não é maior do que o preconceito para com os Shifters. Com a perda de Eldeen Reaches depois da guerra, os Shifter tiveram que encontrar seu próprio lugar na cidade, em um distrito de subúrbio chamado Grangehall.  

Praticamente uma extensão das fazendas que dominam a planície, o distrito é dominantemente rural. Há quem viva de plantações e criação. Há também quem viva da superstição com ervas e infusões. A população é em sua maioria carente composta de meio-orcs, shifters, druidas e outras criaturas estranhas.

A leste da casa dos shifters encontra-se o distrito xadrez, famosos por seu enorme mercado, o Distant Exchange. O galpão abriga centenas de mercadores interessados em fazer qualquer tipo de negócio, porém com uma peculiaridade: nenhuma das mercadorias comercializadas é produzida em Aundair. Por isso a quantidade de especiarias exóticas é de saltar os olhos, e faz do mercado um dos lugares favoritos dos renomados Chefs da cidade.

É claro que há grandes extensões de bairros estritamente residenciais que abrigam todo tipo de classe social. Nos bairros mais ricos vivem os nobres, comerciantes e cabeças das casas marcadas, principalmente os Orien, oriundos de Aundair e muito queridos pelo povo, e dos Lyrandar, casa ascendente que desfruta de uma ótima relação com a coroa.

Mas há também quem parcamente consegue pagar a hipoteca e precisa se desdobrar para sobreviver. Bairros pobres com pensões e casas decadentes. O subúrbio. É em um destes inúmeros bairros de anônimos trabalhadores que lutam por uma vida melhor em uma sociedade pós-guerra, que se encontra uma pequena estalagem famosa por suas especiarias, seus vinhos e castanhas, e é claro, pelos aventureiros que habitam o lugar.

Chegue cedo, peça um vinho e um prato de frutas secas. Mas principalmente não esqueça de provar o drink especial da casa: O Dragon Milk.

 By Brito

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E então começa.

Fevereiro 19, 2008 at 7:27 pm (Sessões)

As mesas são afastadas, uma roda é formada. O Duelo iria começar, um ato proibido na cidade, ordens expressas da própria rainha. No centro das atenções o Duelista e o senhor com quem o mesmo conversava.

“Até o primeiro sangue!” – Gritaram todos. “Até o primeiro sangue.” – Concordaram os dois.

O Favorito assistia, o membro da mesma família estava lá, de pé, pronto para enfrentar um garoto desconhecido, enquanto do outro lado do grande salão o Alquimista tentava conter a balburdia.

No meio da multidão, duas pessoas misteriosas assistiam silenciosamente.

E o Duelo começa.

O Cavaleiro se aproximava quando começou a ouvir os gritos, ele se apressa para ver o que estava acontecendo.

“Vamos Destir! É tudo o que tem?!” – Zombou o Senhor forçando o garoto a recuar.

Um golpe de sorte, aproveitando uma brecha o Duelista acerta seu adversário no ombro direito. Vitória.

Com um sorriso o homem ferido começa a recuar, mas havia algo estranho. O sangue era abundante e tão perplexo quanto o Duelista, ele cai.

Silêncio.

“Você o matou!” – O Grito ecoou dentro do salão da taverna, começando o tumulto.

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“Você me Traiu!!” – O Grito ecoou pelas ruas, começando a perseguição. Dois vultos começam a correr. O Cavaleiro resolve entrar em ação.

Ele tinha a vantagem, estava sobre seu cavalo, era tenente do exército de Fairhaven tinha habilidades que poucos conseguiam adquirir. A Figura perseguida entra em uma das vielas escuras perseguindo também aquele que a traira. Passando pelas caixas com maestria a figura pretendia despistar o cavaleiro que vinha logo atrás desviando também das pilhas que infestavam a pequena rua em que a perseguição se dava.

O Cavaleiro com uma certa dificuldade consegue chegar ao fim da viela, se deparando com uma ponte de madeira em péssimo estado, sobre ela a figura com um manto o esperava, e com um sorriso corre até o outro lado continuando seu próprio jogo de perseguição. Sem se intimidar o cavaleiro puxa as rédeas e tenta cruzar a ponte. A ponte se desfazia conforme o cavalo atravessava com dificuldade, então, em um momento crítico a ponte sede ao peso e cai. Assim como a chuva.

O sorriso da figura misteriosa foi rapidamente substituido pela face de terror, quando o cavalo após um salto conseguira alcançar o outro lado do rio. Estava acuada, não tinha para onde ir.

“Pare agora mesmo, me diga quem é você!” – Gritou o cavaleiro – “Você não tem como escapar!”

A Figura então afastando o capuz, revela a face de uma jovem moça.

“Não tenho?” – Colocando novamente o capuz e se virando a garota ri do cavaleiro antes de desaparecer deixando apenas o manto para trás.

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Longe dali no departamento da polícia um jovem policial havia chegado para informar o ocorrido na taverna. Umbreoni e o Chefe de polícia entrariam em cena.

Postado por: Marujo.

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As primeiras gotas de chuva.

Fevereiro 19, 2008 at 2:58 am (Sessões)

Era uma noite escura, nuvens cobriam as estrelas e as primeiras gotas começavam a cair na cidade de Fairhaven, palco dos acontecimentos que serão agora descritos.

O Favorito. Juriani Orien, tomava um dos famosos drinks de uma famosa taverna da cidade. O Alquimista, dono do estabelecimento corria como sempre para poder atender a todos os pedidos. O Duelista, um forasteiro, conversava junto a um importante senhor. Parecia mais uma noite comum, mas não seria. As engrenagens do destino destes, havia começado a girar.

Longe dali. O Cavaleiro, selava seu cavalo para mais uma noite em que buscaria a adrenalina que seu posto no exército não proporcionava. Patrulhou algumas ruas e becos, mas como sempre nada muito suspeito acontecia. Se dirigiu então para a Dragonmilk, a taverna era um ponto de encontro secreto da Rainha Aurala, era o que diziam por aí, boatos, mas o local realmente era famoso por sua quantidade de rótulos de vinhos excelentes. Destino ou não, o cavaleiro de pesadas armaduras estava lá quando tudo começou.

Departamento de Polícia. O Detetive, Umbreoni é seu nome, era considerado o melhor dos investigadores que trabalhavam para a polícia, estava sentado esperando por ordens, estático e imóvel, talvez o fato de ser um Constructo explicasse sua disciplina. Aguardava para ser a última peça do grande maquinário que impulsionaria o que viria a ser conhecido como um novo grupo de justiceiros noturnos.

Estes serão os atores da peça que será conhecida agora como Aundarian Nights.

Postado por: Marujo.

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O que exatamente é Eberron Jundiaí?

Fevereiro 18, 2008 at 11:07 pm (Players)

Eberron Jundiaí é uma Campanha de D&D que se passa em Eberron.
Onde um grupo de aventureiros servem como justiceiros na cidade de FairHaven.
Atualmente fazem parte da mesa:
 
O Mestre:
 
Flávio, mais conhecido como Brito.
Tem como papel oferecer os desafios aos players, passa maior parte de seu tempo como NPC’s sacanas, jovens problemáticas e monstros também sacanas.
Personagens:
 Dezenas daqueles bem sacanas e Chaotic Evil ou Lawful Evil ou ainda Neutral Evil…
Merits:
- Habilidade comprovada a quase 10 anos de rpg e um incrível treino de sincronia com as musicas;
Flaws:
- Joga claramente contra os players e é sadico… muito sádico;
 
Os Players:
 
Luiz – Tonto. (O Favorito)
 Responsável pela advocacia e momentos de honra da mesa.
Merits:
- Player mais criativo na hora de montar personagens e nos apertos da malha;
- Principal praticante da “Boquete Britanica”, o que ajuda a mesa;
Flaws:
-Chato com os outros players em relação a seus PC’s, pitaquento pra caralho;
-Advoga regras que ajudam, mas as vezes desnecessárias…
Personagens:
 Juriani D’Orien- O Favorito Orien. Tem um certo pézinho (olhinho?) com a Rainha Aurala.
Jin - Mago Changeling veterano de guerra que busca os serviços da rosa dos ventos. Estranhamente só usa a forma de pessoas que morreram na guerra.
 
 
Ricardo – John. (O Alquimista)
Aquele que prova que os dados são sempre justos.
Merits:
- ”Book Finder” do grupo e sempre tem personagens numéricamente eficientes;
Flaws:
- Joga sempre com o mesmo personagem…e tem um talento inapto para roubar o mestre
Personagens:
 Keran D’Jorasco- Estudioso das profecias draconicas e também um grande taverneiro.
Maximilian – Jovem problemático de Breeland que não tem grandes problemas com os conceitos de vida ou morte. Expulso do país por atitudes terroristas
 
Guilherme – Derby. (O Detetive)
Encarregado de manter a seriedade dos momentos dramáticos.
Merits:
- Costuma ter uma interpretação boa dos seus personagens e geralmente provoca bastante dano com os dados;
Flaws:
- Dificilmente joga de outra coisa além de Guerreiro/Paladino e não sabe nada de malha/regras, o que faz dele o roubador número 2;
Personagens:
 Umbreoni- Warforged forjado já no pós guerra para fins pouco ortodoxos que nem ele mesmo sabe. Atuou como detetive na cidade de FairHaven após ser liberto de sua escravidão.
Giulia D’ Galhanda - Versão fantasiosa de Paris Hilton em Khorvaire, mas com motivos para ter revolta e com conexões pouco convencionais para uma socialite como ela aparenta ser.
  
Murilo – Eraser. (O Cavaleiro)
Momento Dano!!!
Merits:
- Player extremamente técnico;
Flaws:
- Player extremamente técnico… e só.
Personagens:
 Lionel Roar - Ex- Tenente do Exercito de Aundair, sofre grandes preconceitos na terra que ama pelo fato de pertencer a uma raça indesejada pelos nobres;
Marian – Antigo funcionário do governo de Breeland que sacrifica a carreira e a vida no país que ama em nome da liberdade de seu irmão terrorista.
 
Murilo – Marujo. (O Duelista)
Está na mesa para provar o quão azarado um personagem pode ser e também para transcrever aqui, o destino desses heróis.
Merits:
- Personagens legais e uma interpretação acima da média para um player iniciante;
Flaws:
- Cômico demais… em todos os personagens. As vezes estraga o clima da aventura; 
Personagens:
 Dertir Kimble – Jovem Changeling cidadão de Breland, tem relações de amizade com o filho fugitivo da Rainha, e misteriosamente se encontra em Fairheaven atualmente. Sub-vive como faxineiro da DragonMilk Inn.
Ilforte D’Cainith – Adepto das varinhas, o artifice veio para Fairheaven para resolver os seus problemas pessoais e inerentes a sua familia… que aparentemente não mostram ter um bom relacionamento.
Em breve, com a ajuda do Brito e dos outros, postarei aqui sobre os personagens na parte de Players.

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Teaser #1

Fevereiro 18, 2008 at 10:10 pm (Teasers)

A metrópole era sua casa. Conhecia décor cada uma das ruas, de quem era cada esquina e até onde poderia andar sem sacar a espada. Desta forma, dispensava a iluminação enquanto caminhava por entre os mendigos e parias, vitimas de uma guerra que eles não tiveram a chance de lutar.

Quem o observava pensava ver um andarilho despreocupado. Porém, aquela era a gente dele. O povo das ruas. Desfavorecidos. Havia mais de 10 mil motivos para estar alerta. Músculos tencionados. Espada ao alcance de um segundo.

Nunca soube se fazia isso pelo senso de justiça que queimava em sua alma, ou pelo vício que adquiriu em sentir a adrenalina acelerar seu coração enquanto arriscava sua vida.

Passava os dias em horas arrastadas pelo salão da Casa Sivis, carimbando, autenticando e ouvindo gnomos gritando em seu ouvido o quão distraído e incompetente era. Mas durantes as noites. Ah… As noites eram dele.

O barulho do soco no estomago ele conseguia ouvir a distância. Os famintos nunca têm forças para revidar. Virou a esquina sacando a espada, pronto para enfrentar o covarde desgraçado que gritava “Você não tem o direito de sujar estas ruas, seu verme! Se não tem onde morar vá trabalhar!”.

O sangue fervia…

Dois ou três movimentos de duelo costumavam ser o suficiente, mas desta vez o oponente era bom. Lutava com garra, assustado. Mas estava em seu território, as sombras da noite, e em um golpe de mestre, atravessou a garganta. “Muito obrigado, senhor, muito o obrigado”.

O sorriso foi interrompido quando, ao mexer o cadáver, encontrou um distintivo da polícia de Fairhaven. Sua espinha gelou. Correu o mais veloz que pode, mas não adiantaria. Ainda naquela noite, lhe pegariam em casa. Levariam até a Torre da guarda e lá o fariam arrepender-se de ter nascido.

Eles defendem a nação. Violência legitimada.

Sua mente fervilhava um plano para deixar a cidade antes que chegassem, mas não conseguia pensar. Já estava desesperado quando bateram forte à porta. Puxou o sabre. Ao menos morreria com a glória que a guerra lhe negou. Perecer como o guerreiro que sempre foi, não como o burocrata que agora era.

Fez seu melhor, mas contra quatro guardas a morte era certa. Sua mão já não agüentava segurar o sabre. Rendido, dois ainda em pé, ajoelhou-se e esperou o golpe de misericórdia. Chegou a rezar.

Duas pancadas secas, e quando abriu os olhos, guardas no chão. À sua frente, a silhueta de um homem que fumava um cachimbo. “As noites de Aundair não é lugar para justiceiros. Pelo menos não para os que andam sozinhos”. Estendeu-lhe a mão, revelando um par de olhos verdes sob o brasão do reino tatuados em sua pele.

“Vamos, fugir da cidade vai ser divertido. A menos que já esteja muito velho para um pouco de ação”…

 

By: Brito
Postado por: Marujo

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